Rui Manuel Amaral

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Artigo de Rita Patrício dedicado a “Caravana” e “Doutor Avalanche”.

In Uncategorized on 02/04/2012 at 20:17

“Uma macieira que dá laranjas”. Um artigo de Rita Patrício, do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, dedicado a Caravana e Doutor Avalanche, e incluído nas Atas do Simpósio Internacional “Microcontos e outras microformas”. Para ler aqui.

Artigo de Miguel Martins na revista Colóquio/Letras

In Uncategorized on 26/09/2011 at 21:28

Doutor Avalanche é o segundo livro de Rui Manuel Amaral (autor nascido no Porto em 1973), dando seguimento a Caravana, publicado, em 2008, pela mesma editora [Angelus Novus].

Constituído por 44 “microcontos” e 4 poemas à maneira de intermezzi, a autoria estende-se, neste caso, à própria ficha técnica apresentada em colofão do livro (impresso “12 anos, 7 meses, 10 horas e 23 minutos após o autor ter fumado o seu primeiro cigarro Balkanskaya Zvezda (Klassika)”), revelando o todo, uma vez mais, o despretensiosismo lúdico, a prodigiosa imaginação, os admiráveis recursos de construção frásica, a elegância na adjectivação, a economia de meios (indispensável a esta aposta) e a invulgar destreza narrativa, que são, pode afirmar-se desde já, marcas da escrita de Rui Manuel Amaral, e que se encontram firmemente ancorados nas melhores tradições fundadoras deste tipo de (divertidíssimas) estórias.

A inconclusividade, a ausência daquilo a que é costume chamar “moral da história”, o puro prazer de produzir surpresa, quando não verdadeiro espanto, e, sobretudo, o fino humor são constantes nestes textos, o que os filia, desde logo, numa série de tradições orais que, à escala planetária, são repositório de narrativas análogas.

A este propósito, leiam-se, a título de exemplos, Contos Populares Moçambicanos, organizado por Eduardo Medeiros (Maputo, Ndjira, 1997) ou, no que a Portugal diz respeito, Os contos de Fajão (Fajão, Junta de Freguesia de Fajão, 2008), compilado pelo Padre A. Nunes Pereira, em cujo prefácio este estudioso aponta as semelhanças entre os contos por si recolhidos naquele concelho beirão e os famosos Contos de Beckum (Vestefália, Alemanha), reproduzidos em variadas edições de “Unsere Beckumer Anschlage”.

Ora, estas tradições vieram a ter amplas e diversas repercussões na literatura mais canónica, sendo que, no que ao caso vertente diz respeito, nos pareceria imperdoável não citar As Aventuras do Barão de Münchhausen, obra setecentista inspirada na tipologia atrás mencionada mas cujas versões mais difundidas são as dos alemães Rudoph Erich Raspe (1737-1794) e Gottfried August Buerger (1747-1794), como muito bem assinalou Paulo Pereira (Expresso, 08/11/1986), bem como a do francês Théophile Gautier (1811-1872), esta ilustrada por Gustave Doré e vertida para Português por Henrique Forjaz Trigueiros (s.l., Editorial do Povo, 1945) .

Dando um salto no tempo, quanto ao século XX  parece óbvio aludir a Franz Kafka e aos grandes autores do “Absurdo”, de Ionesco a Beckett e a Topor, e, até, em virtude de alguns dos mecanismos empregados, ao Woody Allen de Para acabar de vez com a cultura (Lisboa, Bertrand, 1989).

Contudo, do que, em nosso entender, este Doutor Avalanche mais se aproxima é do Henri Michaux de Um certo Plume (Lisboa, Hiena, 1992, incluíndo uma excelsa “leitura” de René Micha, em jeito de posfácio) e, no que à relação en passant com a morte (desumanizante ou reumanizante, conforme se preferir) diz, concretamente, respeito, do Magnus Mills de O Curral das Bestas (Porto, Asa, 1999) e de Nada de novo no Expresso do Oriente (Porto, Asa, 2001).

Entre as “cousas de espantar”, como diria Bandarra, que podemos encontrar neste livro, destaque para: mortos que renascem; um tinteiro derramado que escreve, per se, um texto inigualável; um corpo que procura a cabeça; uma lagarticha que se transforma em homem, que se transforma em vaca, que se transforma em elefante; um homem que se evapora e que, ao cair das nuvens, racha a cabeça, e cujo nariz se torna uma “coisa curiosíssima, meio batata meio pepino”; orelhas de vidro que restituem a visão a um cego; uma crise cardíaca debelada por uma brigada de minas e armadilhas; um baralho de cartas dotado de consciência; peixes que pescam o seu eterno pescador; um cientista que aprisiona Deus num tubo de ensaio; um homem a que os espelhos retribuem, de cada vez que os olha, uma cara diferente; um outro que, em virtude de uma noite de folia alcoólica, acorda dentro de uma garrafa; uma prótese ortopédica com vida própria (vida essa, aliás, assaz desregrada); línguas e orelhas amovíveis; um homem cujos pés se transformam em peixes; um outro cujo interior da cabeça, devidamente atapetado, é lar de formigas, que lhe fomentam a inteligência; um tempo que regride; um homem com dois corações, enamorados um do outro; poetas mortos que lêem a sina na planta dos pés de outros mortos; um homem que estimula a produção frutícola espancando, sem misericórdia, as pobres árvores.

E tudo isto é apresentado, como atrás dissemos, com um humor que revela uma postura aristocrática perante a vida (e o que possa ser, e o que é, a Literatura), postura essa adversa àquela grosseria já renegada por Fernando Pessoa/Barão de Teive, ao afirmar que: “Todos os indivíduos grosseiros têm necessidade da nota sexual; é ela, até, que os distingue. Não podem contar anedotas fora da sexualidade; não sabem ter espírito fora da sexualidade. Vêem em todos os pares uma razão sexual de serem pares.” (A Educação do Estóico, Lisboa, Assírio & Alvim, 1999).

Por fim, uma merecidíssima referência aos quatro intermezzi poéticos, a que aludimos anteriormente e que, não obstante o contexto e os propósitos dele decorrentes, nos parecem, quer pelo seu sentido, quer pela sua disciplina formal, quer, ainda, pela sua coerência, em muito superiores à maioria da produção poética de autores portugueses surgidos em livro na última década.

Essa coerência leva, aliás, a que, embora se espraiem, no livro, por quatro momentos espaçados, os apresentemos aqui como uma unidade, que, sem dúvida, constituem. Vejamos:

“Quando os pássaros calçarem tamancos/ E pelo ar voarem búfalos,/ As rosas e os lírios derem bróculos,/ E as rãs tocarem flauta,/ O Dia de Finados passar sem lamentos,/ Escura for a neve e brancas as trufas,/ E os ricos colherem chicória, /Só então te esquecerei.// Quando os mudos narrarem fábulas/ E os alemães deixarem de beber,/ Os ratos caçarem gatos/ E os cães fugirem das lebres,/ Quando no céu se armarem mesas,/ Amargo for o açúcar e doce a pimenta,/ As árvores cobrirem o mar e a água engolir as/ montanhas,/ Só então cessarão as minhas mágoas.// Quando os grilos praticarem esgrima/ E sobre cordas dançarem asnos,/ Os caçadores virarem macacos/ E das cebolas brotarem videiras,/ Quando a lua iluminar o dia,/ O gelo envolver o relâmpago/ E os dias de Agosto forem mais do que frios,/ Só então secarão as lágrimas nos meus olhos.// Quando as cabras entoarem canções/ E a Páscoa calhar no Carnaval,/ Quando os charlatães estudarem Física/ E à sobremesa se comerem cinzas,/ Quando os cães deixarem de ter testículos/ E os campos passarem a ser ruelas,/ Só então, rosto cruel,/ Este alquebrado coração será feliz.”

Uma nota final para a desconcertante onomástica de que Rui Manuel Amaral faz uso ao longo de todo o livro: Fabrice Borel, Lazaros Leumorfis, Dietrich Dahl, Zurbin Raimondi, Skila Krivonóssovitch, Gugur Buxtorfius, Troysler Heusinkveld, Caroline Blasius, Gildrig Glumdalclitch, Christian Zender, Markus Grob, Vivienne Bugowski, Christoph Robbé, Zavalo Zabehlice, e Cláudio Sokhiev, e isto para citar, apenas, quinze das primeiras personagens da obra. Maslav Daslov, esse, tem, inclusivamente, direito a nota de rodapé, uma das muitas, e engraçadíssimas, que pontuam o livro: “Há no conjunto formado por este nome e apelido um efeito pouco eufónico produzido pela repetição do grupo fonético [az] e pela semelhança entre os grupos fonéticos [lav] e [lov], que o torna um tanto ou quanto desagradável. Infelizmente, não há nada que se possa fazer.”, p. 71.

Miguel Martins, Revista Colóquio/Letras, n.º 178, Setembro de 2011.

A opinião de Marcio Salgado, na revista brasileira “João do Rio”

In Uncategorized on 21/04/2011 at 13:30

A ficção portuguesa se renova

Nos dois livros que publicou, o escritor português Rui Manuel Amaral revelou-se um ficcionista de grande talento. Autor de contos brevíssimos, ele surpreende não só pelo poder de concisão, mas, por semear as suas histórias com miríades de eventos absurdos.

Parafraseando o autor em suas insólitas notas de pé de páginas, esclareço que miríade aqui não tem um sentido literal, não se relaciona a dez mil, nem significa uma quantidade ilimitada, mesmo porque as suas narrativas não se estendem por mais de trinta linhas.

No seu mais recente livro, Doutor Avalanche, Rui Manuel Amaral consolida o seu estilo narrativo marcado pela ironia e pelo nonsense, onde os eventos mais simples ganham contornos extraordinários e personagens de nomes bizarros se dissolvem num piscar de olhos.

Nas entrelinhas das suas microficções, vê-se que tudo se desenvolve de forma, ao mesmo tempo, absurda e lógica. Vale observar que é próprio da criação artística, estabelecer as leis que regem o mundo criado e dar a ele uma aparência de verdade. O leitor tem o direito de aderir ou não à proposta do criador. Mas, neste caso, quando ele toma ciência do absurdo proposto, já foi capturado.

Da mesma maneira como o foi o pescador pelos peixes que se rebelaram, diante dos sucessivos desencontros entre eles. O autor conta esta história em “O que os peixes decidiram fazer”. No total, são três parágrafos que delimitam, de forma sutil, começo, meio e fim. “O caso é que, por uma sucessão de intermináveis azares e infortúnios, pescador e peixes falhavam sempre os seus encontros” (p.33). Neste trecho se expressa mais uma marca da sua escrita: o malogro de personagens enredados em um mundo de pequenos absurdos.

Já a narrativa do fabricante de olhos de vidro aponta outro destino para o engenhoso personagem que “emprestava uma centelha da sua própria visão a cada olho que saía da sua oficina”(p. 25). O fato de ter mergulhado em profunda cegueira não o levou à derrota total. Skila Krivonóssovitch – este é o seu nome – imaginou algo diferente para escapar daquele infortúnio: “Cortou as orelhas e substituiu-as por réplicas de vidro. A idéia era passar a ver com os ouvidos”(p. 25). Como observa o próprio narrador “nem tudo no mundo tem que ter lógica ou obedecer a uma sintaxe perfeita”(p. 26).

Há que se registrar ainda a inclusão dos fragmentos poéticos intercalados entre as ficções. São poemetos que inspiram o mesmo clima onde o contraditório é a regra. Juntos, eles poderiam formar um único poema. O leitor atento saberá apreciar essas ilustrações poéticas.

Em um país de tradição literária como Portugal, onde pontuam nomes como Fernando Pessoa, José Saramago e Antonio Lobo Antunes, para citar apenas alguns entre os modernos, é sempre arriscado falar em renovação da literatura. Mas o fato é que somente alguns autores são capazes desta façanha: oferecer aos seus leitores o prazer de uma nova linguagem.

Rui Manuel Amaral não se situa, esteticamente, próximo dos autores citados. Os exóticos nomes dos seus personagens recusam o manto da tradição. Mas os seus achados sem lógica e o seu estilo inventivo zombam da própria condição humana, desmascaram convenções e arejam o ambiente com humor e poesia.

Marcio Salgado, revista “João do Rio”, Ano 8 – Número 48, Abril/Maio de 2011.
Disponível aqui.

“Caravana” lançado em língua árabe

In Uncategorized on 11/04/2011 at 08:49

O primeiro livro de Rui Manuel Amaral, Caravana, publicado pela Angelus Novus, em 2008, acaba de conhecer a sua primeira versão em língua árabe.
A tradução é de Saïd Benabdelouahed, professor de Língua e Literatura Hispânicas na Faculdade de Letras da Universidade Hassan II Ain Chok (Casablanca), e tradutor de Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Miguel Torga, Nuno Júdice e Mário de Carvalho.
A edição é das Éditions Dar Attaouhidi, de Rabat, e teve o apoio do Ministério da Cultura/Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.



Contacto das Éditions Dar Attaouhidi: 118, Rue Napoli Ocean, Rabat, Maroc.
Mail: darattaouhidi@yahoo.fr

Entrevista a Esteban Dublín

In Uncategorized on 10/03/2011 at 09:42

Entrevista dada ao escritor colombiano Esteban Dublín (Março de 2011).

IM: Por motivos idiomáticos, en Hispanoamérica prácticamente no conocemos nada acerca de la microficción en Portugal. Háblanos acerca de ella, de sus autores y los referentes más importantes.
RMA: En Portugal, la microficción no posee la proyección y el dinamismo que se observa fácilmente en algunos países de lengua española. Esa diferencia es visible no tanto en el número de autores, sino en la reducida cantidad de libros que llegan a las librerías. La única editorial que posee una colección exclusivamente dedicada a la ficción breve es la Angelus Novus (colección Microcosmos). Entre los autores con libros publicados, se encuentran Gonçalo M. Tavares (algunos de sus cuentos encajan en el género), José Mário Silva, Henrique Manuel Bento Fialho o Luís Ene. El autor clásico más importante es Mário-Henrique Leiria (1923-1980), personalidad conectada al movimiento surrealista en Portugal, que publicó dos libros fundamentales: Cuentos de Gin Tonic (1973) y Nuevos Cuentos del Gin (1974).

IM: Aparte del idioma, ¿crees que exista diferencias sustanciales entre el microrrelato escrito en español y el escrito en portugués?
RMA: No. Las diferencias que existen son las que se encuentran en las particularidades de cada autor.

IM: Háblanos de tus libros de microrrelatos, Caravana y Doctor Avalancha.
RMA: Se trata de dos libros de cuentos con características muy similares. Me gusta pensar que funcionan como el Lado A y el Lado B de un mismo proyecto literario. Me parece un poco reducccionista clasificarlos como libros de microrrelatos, en el escricto orden, porque no fueron escritos con las reglas previamente establecidas (como la extensión de los textos, por ejemplo) o pensados para ese género literario específico.

IM: ¿Hacia dónde va el microrrelato en Europa?
RMA: La historia de la literatura europea está cargada de grandes clásicos que cultivaron el género breve: Baudelaire, Fénéon, Harms, Kafka, Kraus, Walser, Brecht, Sternberg, Orkény y un largo etc. Las próximas décadas revelarán otros autores y las siguientes también. La historia del género breve es tan antigua como la humanidad. Y continuará acompañándonos hasta el fin de los tiempos.

IM: ¿Qué conoces acerca del microrrelato en Hispanoamérica? ¿Qué opinión te merece?
RMA: Algunas de mis principales referencias literarias pertenecen al mundo de lengua española. Destaco en particular el trabajo de los maestros Macedonio Fernández (Continuación de la Nada), Virgilio Piñera (Cuentos Fríos), Oliverio Girondo (Espantapájaros) y Max Aub (Crímenes ejemplares). Algunos de estos libros difícilmente se dejan prender en el interior de un único género literario: pueden ser ficción breve, pero también prosa poética, cuentos, novelas u otra cosa cuyo nombre aún no fue inventado. Es justamente su naturaleza híbrida, extraña, esquiva, lo que más aprecio en ellos y lo que los hace tan geniales y únicos.

IM: Aparte de la literatura, otras cosas deben apasionarte, ¿cuáles son?
RMA: Música, cigarrillos y mesas de café.

Para ler tudo, clique aqui.

Conversa em torno de “Caravana” e “Doutor Avalanche” no Centro Cultural Vila Flor

In Uncategorized on 09/03/2011 at 10:29

Dia 26 de Abril, pelas 21h30, António Ferreira e Rui Manuel Amaral conversam sobre os livros Caravana e Doutor Avalanche, no Café Falado do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães.

Programa “Leitura em Dia”, da RUM, dedicado a “Doutor Avalanche”

In Uncategorized on 01/03/2011 at 09:56

O programa “Leitura em Dia”, de António Ferreira e Sérgio Xavier, dedicado a Doutor Avalanche e emitido na Rádio Universitária do Minho (24.02.2011), está disponível em podcast, aqui.

Três contos de “Doutor Avalanche” traduzidos para castelhano por Carlos Roberto Morán

In Uncategorized on 24/02/2011 at 11:05

O escritor e jornalista argentino Carlos Roberto Morán traduziu para castelhano três contos de Doutor Avalanche, entre os quais “Um passarinho malicioso”, que aqui apresentamos. As restantes traduções estão disponíveis no seu blogue Noticias desde el sur.

 

UN PAJARITO TRAVIESO

Lázaro Leumorfi tenía la costumbre de sostener la cabeza entre sus manos porque creía que en cualquier momento podría desprenderse del cuello y caer al suelo. Por lo tanto, nunca se distraía de su importante tarea, sosteniendo la la cabeza con el mayor celo del que era capaz.

Pero fuese debido a que algún pajarito travieso le soplara algo al oído, fuese por otro motivo que no intentaremos determinar, lo cierto es que hubo un momento en que Lázaro se distrajo y dejó caer la cabeza. Ésta cayó instantáneamente al suelo, saltó dos o tres veces con la elasticidad de una pelota de goma, y rodó calle abajo y en contramano, hacia la plaza Dauphine, que brillaba a la distancia.

En qué estado de ánimo se sumió Lázaro después de este lamentable acontecimiento, es algo que no nos atrevemos siquiera a imaginar. Diremos sólo que no escatimó esfuerzos para recuperar la cabeza, buscando por todas partes, durante días y días. Y con mucho gusto hubiera seguido buscando si entretanto varios temas de la mayor importancia no lo hubiesen obligado a ir a otra parte.

Apresentação de “Doutor Avalanche” em Braga, 26 de Fevereiro

In Uncategorized on 18/01/2011 at 09:27


(Osvaldo Silvestre, Rui Manuel Amaral e Luís Mourão.)

 

Lançamento em Braga de Doutor Avalanche, na livraria Capítulos Soltos, a 26 de Fevereiro de 2011. Com apresentação de Luís Mourão.

Clip de divulgação disponível na página de vídeos.
Filme produzido pelo colectivo UmaCena dedicado a este lançamento, disponível aqui.

 

Uma leitura de “Caravana”, “Doutor Avalanche” e o universo dos contos breves, por Rita Patrício

In Uncategorized on 17/01/2011 at 09:47

Dia 16 de Fevereiro, pelas 14h30, Rita Patrício fala sobre “Microcontos: algumas questões de género”, no âmbito do ciclo de seminários “Contos, Microcontos e Outras Histórias”, promovido pela Universidade do Minho. A conferência terá lugar na Sala de vídeo do ILCH, Campus de Gualtar, Braga.

Eis o texto de apresentação da conferência:
A leitura da obra de Rui Manuel Amaral (Caravana, 2008; Doutor Avalanche, 2010) permite questionar o modo como tem vindo a ser definido o microconto como género literário particular. Num autor que reiteradamente desvaloriza a etiquetagem de género que lhe é consensualmente atribuída pela crítica – o microconto -, o que se diz com essa recusa do género? É a partir da sugestão dessa distância que se propõe a leitura dos seus textos. Estes serão lidos enquanto experimentação das possibilidades e dos limites da delimitação genológica como condição de leitura, tanto mais que a crescente teorização ensaística sobre microcontos tem vindo a sublinhar a importância da leitura e dos leitores neste novo género literário.